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Como Lidamos com os nossos medos...

  • Foto do escritor: Isabel Vieira da Silva
    Isabel Vieira da Silva
  • 14 de jan.
  • 6 min de leitura

Atualizado: há 11 horas

Como Lidamos com Nossos Medos: Uma Abordagem Neurofuncional e Informativa

Entendendo e controlando respostas emocionais com neurociência


Introdução

Esta apresentação explora uma abordagem neurofuncional para entender e lidar com o medo. Abordaremos desde a definição do medo no sistema nervoso até estratégias práticas para reorganizar e integrar essas respostas de forma saudável e eficaz.

Entendendo o medo como padrão do sistema nervoso holonómico

Analisaremos o medo como um padrão específico do sistema nervoso, incluindo sua definição, características como antecipação e não linearidade, e seu papel informativo, afastando a visão do medo como inimigo.


Definição do medo e seu papel no subconsciente

Definição do Medo

·        O medo é uma resposta programada no subconsciente para proteger o indivíduo de ameaças percebidas.

Papel no Subconsciente

·        O medo atua como um mecanismo automático fundamental que influencia comportamentos e decisões para a sobrevivência.

O medo é uma resposta programada no subconsciente que visa proteger o indivíduo diante de ameaças percebidas. Ele atua como um mecanismo automático fundamental para a sobrevivência, influenciando comportamentos e decisões.

Características do padrão de ativação: antecipação e não linearidade

Antecipação no padrão de medo

·        O sistema nervoso antecipa possíveis eventos futuros preparando o corpo para reagir rapidamente a ameaças.


Dinâmica não linear

·        Pequenas mudanças no sistema podem provocar respostas complexas e imprevisíveis no padrão de ativação do medo.

O padrão de medo é marcado por antecipação, onde o sistema nervoso prepara o corpo para possíveis eventos futuros, e por uma dinâmica não linear, indicando que pequenas mudanças podem gerar respostas complexas.


O medo como marcador de informação e não como inimigo

Medo como Sinal de Alerta

·        O medo funciona como um marcador que identifica riscos potenciais no ambiente ao redor.


Medo e Adaptação

·        O medo ajuda o organismo a ajustar seu comportamento para melhor se adaptar às condições ambientais.

Ao invés de ser visto como um inimigo, o medo é um indicador valioso que sinaliza riscos ou necessidades internas, permitindo uma melhor adaptação do organismo ao ambiente.


Processos fisiológicos envolvidos na experiência do medo

Exploraremos as reações fisiológicas que ocorrem durante o medo, como a ativação do sistema nervoso e os sinais corporais associados, fundamentais para a compreensão da experiência emocional.


Oscilação para estado de alerta no sistema nervoso

Estado de Alerta Máximo

·        Durante o medo, o sistema nervoso aumenta sua atividade para preparar respostas rápidas.


Respostas Luta ou Fuga

·        O estado de alerta ativa mecanismos para a reação de luta ou fuga, essenciais para a sobrevivência.


Ativação Cerebral e Corporal

·        Diversas regiões cerebrais e sistemas corporais são ativados para suportar a resposta ao medo.

Durante o medo, o sistema nervoso oscila para um estado de alerta máximo, preparando o organismo para respostas rápidas, como luta ou fuga, ativando diversas regiões cerebrais e sistemas corporais.


Dados fisiológicos presentes durante o medo

Aumento da frequência cardíaca

·        Durante o medo, o coração bate mais rápido para preparar o corpo para ação imediata.


Sudorese intensa

·        O corpo produz mais suor para ajudar a resfriar-se durante situações de medo.


Tensão muscular

·        Os músculos ficam tensos para preparar o corpo para fuga ou defesa.


Alterações respiratórias

·        A respiração torna-se mais rápida e superficial para atender à demanda do corpo.

Sinais como aumento da frequência cardíaca, sudorese, tensão muscular e alterações respiratórias são comuns durante o medo, refletindo a preparação do corpo para enfrentar o perigo.


Importância de permitir a leitura do padrão de ativação

Observação dos padrões fisiológicos

·        Identificar respostas corporais claras relacionadas ao medo é crucial para compreender as reações emocionais.


Reconhecimento de respostas emocionais

·        Observar emoções relacionadas ao medo ajuda a validar sentimentos sem julgamentos, facilitando intervenções.


Intervenção efetiva

·        Compreender padrões de ativação permite intervenções mais precisas e empáticas contra o medo.

Permitir a observação clara dos padrões fisiológicos e emocionais relacionados ao medo é essencial para uma intervenção efetiva, possibilitando reconhecer e validar essas respostas sem julgamento.


O método MIVS: leitura e validação dos padrões de medo

Apresentaremos o método MIVS, que se baseia na observação da informação bruta para avaliar os padrões de medo, destacando sua função e significado dentro do sistema nervoso como fonte de dados para a reorganização.


Princípio da informação bruta: avaliação sem edição

Leitura Direta das Informações

·        O método prioriza a captura direta e fiel das informações fisiológicas e emocionais, sem alterações.


Evitar Filtragens e Interpretações

·        A avaliação elimina interpretações subjetivas para não distorcer o padrão real de medo observado.


Garantia de Precisão na Avaliação

·        A abordagem assegura avaliações mais precisas e confiáveis dos padrões emocionais identificados.

O método valoriza a leitura direta das informações fisiológicas e emocionais, evitando filtragens ou interpretações que possam distorcer a percepção do padrão de medo, garantindo precisão na avaliação.


Função do padrão de medo no sistema

Mecanismo de Alerta

·        O padrão de medo funciona como um alerta que identifica riscos e conflitos internos no sistema.


Orientação para Adaptação

·        Este padrão orienta processos inteligentes que ajudam o sistema a se ajustar e se adaptar às mudanças.

O padrão de medo atua como um mecanismo de alerta que sinaliza riscos, conflitos internos ou a necessidade de ajustes, funcionando como um sistema inteligente que orienta processos de adaptação.


Medo como indicador de risco, conflito ou necessidade de reorganização

Medo como sinal de risco

·        O medo sinaliza áreas vulneráveis que exigem atenção para prevenção de riscos futuros.


Conflitos internos e externos

·        O medo pode indicar a presença de conflitos que precisam ser resolvidos para o equilíbrio do sistema.


Reorganização neurofuncional

·        Processos de reorganização cerebral ajudam a gerenciar o medo e restaurar o funcionamento saudável.

O medo indica áreas onde o sistema precisa de atenção, sugerindo que há riscos a serem geridos ou conflitos a serem resolvidos por meio de processos de reorganização neurofuncional.


Estratégias para reorganizar e integrar o medo

Exploraremos técnicas práticas para ajudar a reduzir a hiperativação associada ao medo, utilizando gestos, respiração e frases restauradoras que promovem a integração neurofuncional.


Gestos suaves e ajustes respiratórios como ferramentas práticas

Movimentos Suaves

·        Movimentos suaves auxiliam no relaxamento do corpo, reduzindo a tensão muscular e acalmando o sistema nervoso.


Respiração Controlada

·        Respirações controladas diminuem a resposta ao medo, facilitando a calma e a reorganização do organismo.

Movimentos suaves e respirações controladas ajudam a acalmar o sistema nervoso, diminuindo a intensidade do medo e preparando o organismo para uma reorganização segura.


Uso de frases restauradoras e feedback imediato

Frases Positivas Encorajadoras

·        Frases restauradoras ajudam a mente a reprocessar o medo e promovem respostas emocionais equilibradas.


Feedback em Tempo Real

·        Feedback imediato facilita a integração do aprendizado pelo sistema nervoso, melhorando a resposta emocional.

Frases positivas e feedback em tempo real auxiliam a mente a reprocessar o medo, promovendo uma resposta emocional mais equilibrada e facilitando a integração do aprendizado pelo sistema nervoso.


Redução da hiperativação e abertura para integração neurofuncional

Redução da Hiperativação

·        Diminuir a hiperativação torna o sistema nervoso menos reativo e mais equilibrado.


Reorganização das Informações do Medo

·        O sistema nervoso reorganiza informações relacionadas ao medo para respostas mais adaptativas.

Resposta Adaptativa e Funcional

·        Essa reorganização permite respostas funcionais e adaptativas em situações futuras.

Ao reduzir a hiperativação, o sistema nervoso fica mais receptivo para reorganizar as informações relacionadas ao medo, permitindo uma resposta adaptativa e funcional no futuro.


Lidar com os medos: leitura, validação e reorganização

Finalizaremos com o processo completo de reconhecer o padrão de medo, validá-lo e aplicar a reorganização neurofuncional de maneira segura, destacando os resultados obtidos com essa abordagem breve e precisa.


Reconhecimento do padrão e recebimento da informação

Identificação do Padrão de Medo

·        Reconhecer claramente o padrão de medo é essencial para entender suas causas e efeitos pessoais.


Acolhimento da Informação

·        Aceitar a informação trazida pelo medo sem resistência cria um ambiente propício à transformação.

O primeiro passo é identificar claramente o padrão de medo e acolher a informação que ele traz, sem resistência, criando um ambiente propício para a transformação.


Processo de reorganização com segurança


Reorganização Segura do Medo

·        Técnicas apropriadas ajudam a reorganizar o medo sem reviver traumas dolorosos, garantindo um processo seguro.


Equilíbrio Emocional Sustentável

·        O processo promove um equilíbrio emocional duradouro, estabilizando o sistema nervoso para maior bem-estar.

Com apoio de técnicas adequadas, o medo é reorganizado de forma segura, evitando reviver traumas e promovendo um equilíbrio emocional sustentável no sistema nervoso.


Conclusão

Esta abordagem neurofuncional permite compreender o medo não como um inimigo, mas como uma fonte valiosa de informação sobre o estado do sistema nervoso. Através do método MIVS e das estratégias de reorganização apresentadas, é possível transformar a experiência do medo em um processo de crescimento e adaptação saudável.


 
 
 

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