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Navegando o Trauma Interior: Um Caminho para a Paz

  • Foto do escritor: Isabel Vieira da Silva
    Isabel Vieira da Silva
  • há 12 horas
  • 3 min de leitura

Todos nós, em algum momento da vida, enfrentamos experiências que nos marcam profundamente. Algumas dessas marcas são mais profundas, criando feridas invisíveis que influenciam os nossos pensamentos, emoções e comportamentos. A isto chamamos trauma interior. Longe de ser um sinal de fraqueza, o trauma é uma resposta humana a eventos avassaladores. A boa notícia é que a paz interior é alcançável, não através do esquecimento, mas através de um caminho consciente de olhar, perceber e ressignificar o que aconteceu.

O Que é o Trauma Interior?

O trauma interior não se define apenas por grandes catástrofes. É qualquer experiência que sobrecarrega a nossa capacidade de lidar com a situação, deixando-nos com uma sensação de impotência e medo. Pode ser o resultado de um evento único e chocante, como um acidente ou a perda súbita de alguém, ou de um stress prolongado e subtil, como negligência emocional na infância ou um ambiente de trabalho tóxico. O que define o trauma não é a gravidade do evento aos olhos dos outros, mas sim o impacto que ele teve na sua mente e no seu corpo. Ele manifesta-se como uma ferida na psique que, se não for tratada, pode continuar a doer, ditando reações de ansiedade, raiva, tristeza ou um sentimento de vazio no presente.

O Caminho para a Paz Interior: Encarando a Ferida

Conseguir a paz interior não significa apagar o passado, mas sim integrá-lo na nossa história de uma forma que já não nos controle. Este processo envolve coragem e autocompaixão, e pode ser dividido em passos fundamentais.

1. Olhar para o Trauma: O Reconhecimento

O primeiro passo, e talvez o mais corajoso, é admitir a existência da ferida. Muitas vezes, a nossa reação instintiva é ignorar, minimizar ou fugir da dor. No entanto, tal como uma ferida física, uma ferida emocional precisa de ser limpa para poder cicatrizar. Olhar para o trauma significa reconhecer que algo aconteceu e que isso o afetou. Não se trata de se afogar na dor, mas de criar um espaço seguro na sua mente para dizer: "Isto aconteceu. Isto foi difícil. E está tudo bem em sentir o que sinto sobre isso."

2. Perceber o Trauma: A Compreensão

Uma vez que reconhecemos a ferida, o passo seguinte é entender como ela se manifesta na nossa vida. Como é que o trauma afeta as suas relações, as suas escolhas e a sua visão de si mesmo e do mundo? Faça perguntas a si mesmo: Que medos carrego desde então? Que crenças negativas sobre mim mesmo se formaram? Perceber o trauma é ligar os pontos entre a experiência passada e os seus padrões de comportamento atuais. Esta compreensão retira o poder do "monstro" invisível, transformando reações automáticas e assustadoras em respostas compreensíveis a uma dor antiga.

3. Criar Estratégias para Superar: A Ressignificação

Com o reconhecimento e a compreensão, podemos começar a agir para mudar a nossa relação com o trauma. Isto envolve criar estratégias mentais para o superar, vendo-o de forma diferente.

·        Mudar a Narrativa: Em vez de se ver como uma vítima passiva do que aconteceu, comece a construir uma narrativa de sobrevivência e resiliência. Você não é definido pelo seu trauma; você é definido pela força que demonstrou ao sobreviver a ele. A pergunta muda de "Porque é que isto me aconteceu?" para "Como é que eu cresci a partir disto?".

·        Autocompaixão: Trate-se com a mesma gentileza e paciência que ofereceria a um bom amigo que estivesse a passar pelo mesmo. A cura não é linear; haverá dias bons e dias maus. A autocrítica só aprofunda a ferida. A autocompaixão é o bálsamo que permite a cicatrização.

·        Atenção Plena (Mindfulness): Praticar a atenção plena ajuda a ancorar-se no presente. O trauma muitas vezes puxa-nos para o passado (memórias) ou para o futuro (medos). Focar na sua respiração, nas sensações do seu corpo ou no ambiente à sua volta pode ser uma ferramenta poderosa para se libertar do ciclo de pensamentos traumáticos.

A paz interior não é a ausência de memórias dolorosas. É a serenidade que vem de saber que essas memórias já não têm o poder de ditar o seu presente.

Conclusão: Uma Jornada de Cura

Superar o trauma interior é uma jornada, não um destino. É um processo contínuo de olhar para dentro com coragem, entender as nossas feridas com compaixão e reescrever ativamente a nossa história. Ao olhar para o trauma, percebê-lo e criar estratégias para o ver de forma diferente, transformamos uma fonte de dor numa prova da nossa incrível capacidade de cura e resiliência. A paz interior floresce quando paramos de lutar contra o nosso passado e começamos a cuidar de nós mesmos no presente. É importante lembrar que pedir ajuda profissional a um terapeuta ou psicólogo não é um sinal de fraqueza, mas um passo poderoso e inteligente nesta jornada de cura.

 
 
 

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